quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Conto de Fadas ...

Quando eu era pequena, eu vivia sonhando no dia em que eu iria encontrar meu príncipe encantado, ele iria me pedir em casamento, e nós iríamos viver felizes para sempre. Mas, aos poucos eu fui crescendo, e por mais que a sociedade me dissesse que não existe príncipe encantado, eu nunca deixei de acreditar nele. E hoje, com 15 anos de idade, eu ainda espero alguém que goste de mim pelo que eu sou, e que eu goste tanto dessa pessoa, que não enjoe dela tão facilmente. É, eu estou cansada de enjoar das pessoas tão facilmente, e o mais estranho, é que isso acontece do nada, sem motivo algum. Antes, pensava que era pelo fato das pessoas serem muito grudentas, mas ai acontece outra coisa, e eu percebo que o problema é comigo. Entrego-me demais as pessoas, e quando eu vejo, o encanto acaba a pagina vira, e novamente eu me vejo sozinha. E com certeza, saem duas pessoas magoadas da história. Só que ninguém se magoa tanto como eu me magôo, e pouco a pouco, vou perdendo a força, ficando sem chão, e me cansando cada vez mais de mim mesma. Estou me tornando a pessoa fria, que finge ter um coração de pedra, de dois anos a trás. Dói, mas fazer o que, é melhor do que ser a menina que só sabe chorar, iludir os outros, e se alto magoar. Sou uma dessas pessoas românticas, a moda antiga, que sonha em um dia receber flores em casa, com um cartão com a frase mais clichê do mundo, mas que pra mim, funciona mais que inúmeros textos. 3 palavras, 8 letras. Eu sei que um dia, eu vou perder o encanto de procurar o príncipe encantado, mas enquanto isso não acontece, prefiro continuar sonhando, e chorando. Como sempre. Acho que tenho tanto medo de me machucar, que nunca deixo as coisas rolarem naturalmente, como elas tem que ser. Mas, a meu ver, se ninguém conseguiu tirar esse medo de mim, é porque eu ainda não encontrei alguém que me fizesse tremer as pernas com um olhar, sentir borboletas no estomago enquanto se aproxima, e quem sabe um dia, me fazer sorrir em apenas um olhar. Fico tão feliz quando eu vejo que minhas amigas estão bem com o coração delas, que eu acho que fico feliz por elas também. Mas quando deito a cabeça no travesseiro, eu percebo que felicidade alheia não me satisfaz completamente. E novamente, as perguntas vêm á tona, e eu me pergunto novamente, o porquê de nunca nada dar certo pra mim. E certamente, as lágrimas insistem em cair, como se já fosse rotina. E sim, pra mim, elas já se tornaram rotina...

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