sábado, 14 de maio de 2011
Alívio.
Acho que tudo chegou a um ponto que eu mesma preferi ficar sozinha. Preferi abandonar todos aqueles que estavam ao meu lado, e ficar sozinha. Quem sabe assim, toda essa dor pare. As coisas acontecem comigo, e eu sequer falo com as pessoas. E elas me julgam por eu ser fechada. Mas, eu digo, houve um tempo em que meu coração tava aberto, e machucaram tanto ele, que eu me tornei essa frieza em pessoa. Eu não sou feliz o tempo todo, não sou essa menina que fica contando piadas, tentando fazer as pessoas rirem. Talvez, elas não entendem que quem precisa de algum motivo pra rir sou eu, e por isso eu faço tudo isso. Mas, sou julgada por essa minha tal “alegria”, e quando eu estou de bom humor, as pessoas acabam com ele, então eu choro, e gritam: bipolar. Isso me machuca, mas fazer o que. Essas mesmas pessoas, tem um conceito errado sobre mim, mas eu não faço questão de mudar. Tento demonstrar que cresci, e sou forte o bastante pra suportar muita coisa. Mas eu ainda não cresci, e não sou nada forte, muito pelo contrário. Tenho a cabeça de uma criança de 6 anos de idade, que precisa do colo de alguém para poder se acalmar quando alguém a derruba e a deixa no chão. E infelizmente, as pessoas a quem eu procuro colo, dizem precisar de mim, então, eu engulo as lágrimas, e as palavras, e as ouço, com todo carinho e atenção. Só que chega uma hora, que até eu mesma me canso de tudo isso, de toda essa máscara que eu mesma criei, e então, me canso dessas pessoas que precisam de mim. E me afasto. Durante grande parte do dia, eu chorei, e isso me gerou uma dor de cabeça terrível. Mas são as minhas escolhas, então, quem as fez foi eu. Não quero que sintam pena de mim,e muito menos, tirem sarro com a minha cara. Só quero que as pessoas entendam que eu me afastei porque eu quis, e se algum dia eu procurar de volta, foi porque eu quis, e não porque eu precisei.
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